Vão | José Miguel Wisnik

R$ 35

“Vão” é o nome do novo trabalho de José Miguel Wisnik, que foi gestado há pelo menos 1 ano, quando, ainda em maio de 2021, iniciaram-se as gravações. Entre as 11 canções, o cantor e compositor ilustra uma trajetória que vai do ancestral e mítico jequitibá, localizado no parque do Trianon, na Avenida Paulista, à viagem atlântica sem destino à vista.

O disco busca encaixar lentes de graus variados e múltiplas combinações de cores ao desenho de Brasil. As canções percorrem um país labiríntico, de onde emergem monstros, “Seguros, títulos, dívidas” (como em “Estranha Religião”, parceria com Guilherme Wisnik), sereias, acidentes e naufrágios (“Sereia”), mas, por uma confiança em que tudo pode se tornar o seu próprio inverso, encontram saída. “Vão”, ao mesmo tempo que significa “oco”, “vazio”, “aquilo que não tem conteúdo”, “o que não se realiza”, é, também, uma abertura dada à luminosidade dos espaços – onde um grande jequitibá-branco se dá à mostra.

José Miguel Wisnik se une à Mônica Salmaso, Celsim, Ná Ozzetti, Marina Wisnik, Sophia Chablau, Zahy Guajajara, Carina Iglecias e Ilessi para compor, entre coros e solos, as vozes do disco. A faixa “Estranha religião” conta com a presença de instrumentistas da banda Baiana System. Das 11 faixas, assina sozinho 3: “Chorou e Riu”, “Iara” e “Terra Estrangeira” – esta já gravada no álbum “São Paulo Rio” (2000). Como coautor, assina as outras 8 com Carlos Rennó (“O jequitibá”, “Eu disse sim”), Marina (“Roma”, “Avesso Vão”) e Guilherme Wisnik (“Estranha Religião”), Paulo Neves (“O chamado e a chama”), Arnaldo Antunes (“Sereia”) e Luiz Tatit (“Deixe eu ir”). Alê Siqueira é responsável pela produção, enquanto José Miguel assume a direção artística.

“Vão” revela, pelas parcerias e canções, justamente o seu avesso. Apesar das ruínas e do horror, o Brasil surge como um sim, aliás, três vezes um sim: “E sim eu disse sim eu quero Sim” (canta em “Eu disse sim”, a partir do monólogo de Molly Bloom em Ulisses, de James Joyce).

Selo Circus, 2022

Descrição

Faixas

  1. O JEQUITIBA José Miguel Wisnik e Carlos Rennó
  2. CHOROU E RIU José Miguel Wisnik
  3. ROMA José Miguel Wisnik e Marina Wisnik
  4. EU DISSE SIM José Miguel Wisnik e Carlos Rennó
  5. ESTRANHA RELIGIÃO José Miguel Wisnik e Guilherme Wisnik
  6. IARA José Miguel Wisnik
  7. O CHAMADO E A CHAMA José Miguel Wisnik e Paulo Neves
  8. SEREIA José Miguel Wisnik e Arnaldo Antunes
  9. DEIXE EU IR José Miguel Wisnik e Luiz Tatit
  10. AVESSO VÃO José Miguel Wisnik e Marina Wisnik
  11. TERRA ESTRANGEIRA José Miguel Wisnik

Ficha técnica

Músicos: José Miguel Wisnik, Ná Ozzetti, Mônica Salmaso, Celsim, Marina Wisnik, Carina Iglecias, Ilessi, Sophia Chablau, Zahy Guajajara, Neymar Dias, Alexandre Fontanetti, Swami Jr, Sérgio Reze, João Camarero, Marcio Arantes, Felipe Roseno, Big Rabello, Alexandre Ribeiro, Fabio Tagliaferri, Pedro Bandera, Ricardo Herz, Gian Correa, Vitor Casagrande, Junix, SekoBass, Japa System

Gravado de maio de 2021 a julho de 2022 por:
Adonias Filho – Estúdio Arsis (São Paulo)
Alexandre Fontanetti – Estúdio Space Blues (São Paulo), assistente de gravação: Pedro Luz.
André Mehmari – Estúdio Monteverdi (São Paulo)
Big Rabello – Estúdio Da pá virada (São Paulo), assistente de gravação: Frederico Pacheco.
Fabiano França – Estúdio Rock It (Rio de Janeiro)
Japa System – home studio (Salvador)
Junix – AMNIX studio art (Setúbal, Portugal)
Marcio Arantes – Estúdio Audiorama (São Paulo)
Pedro Vinci – José Miguel Wisnik (residência)
SekoBass – Estúdio SB (Salvador)
Sérgio Reze – Falando Música Estúdio (São Paulo)

Pré-produção – Pedro Vinci
Edições adicionais – Fernando Rischbieter
Mixagem – Gustavo Lenza
Masterização – Carlos Freitas – Classic Master USA

Projeto gráfico – Elaine Ramos e Julia Paccola
Fotos – Bob Wolfenson

Produção musical – Alê Siqueira
Direção artística – José Miguel Wisnik

Realização: Circus Produções Culturais e Fonográficas

Informação adicional

Peso0,5 kg
Dimensões16 × 16 × 3 cm